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05 Fev. 2019 Mosteiro de Paço de Sousa acolhe concerto A Banda Musical de Paço de Sousa, com o apoio da Paróquia do Divino Salvador de Paço de Sousa, realiza, no próximo sábado, pelas 21h30, um concerto no interior do Mosteiro. Evento
A iniciativa visa assinalar a reabertura do mosteiro milenar, após as obras de requalificação a que esteve sujeito.

Mosteiro de Paço de Sousa, ex-libris da Rota do Românico e um dos exemplos maiores da arquitectura Românica em Portugal, esteve encerrado para obras de requalificação e preservação, orçadas em 500 mil euros, durante mais de 18 meses, tendo sido recentemente reaberto ao público.

O projeto técnico desta intervenção foi elaborado pelos serviços da Direção Regional de Cultura do Norte, entidade à qual aquele monumento nacional se encontra afeto.

Os trabalhos incluíram a recuperação das coberturas, a drenagem e desaterro da envolvente, a limpeza e tratamento das paredes, a conservação dos tetos, a instalação elétrica e a requalificação do claustro.

Foram desenvolvidos também alguns trabalhos de conservação e restauro na sacristia da igreja, visando o mobiliário, o retábulo, os caixotões e a pintura mural do lavabo.

Todas as intervenções referidas foram cofinanciadas em 85% pelo Programa Operacional Regional do Norte 2014/2020 (Norte 2020), através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional, e em 15% pelo Município de Penafiel, no âmbito da operação "Rota do Românico: Património, Cultura e Turismo" apresentada pela Associação de Municípios do Vale do Sousa.

O Mosteiro de Paço de Sousa foi fundado no século X. A atual igreja foi edificada no século XIII e a capela-mor, a sacristia, o claustro e o que resta do edifício monástico datam dos séculos XVII e XVIII. O conjunto foi alvo de intervenções nos séculos XIX (1883 e 1887) e XX (1937-1939).

No interior da igreja encontra-se uma das mais belas peças da escultura românica nacional: a arca tumular de Egas Moniz de Ribadouro, o lendário aio de D. Afonso Henriques, o primeiro rei de Portugal.